Estes incêndios que nos roem por dentro…
Vemos e não queremos acreditar. Como é isto possível?
Uma imensa mancha verde transformada em carvão e em tons de castanho!
Casas quase comidas pelas chamas, quintais e quintais onde ficou enterrada toda a esperança!
E vêm os entendidos, cada um à sua maneira, defendendo por vezes interesses inconfessados, propor soluções quantas vezes estapafúrdias e desenquadradas da realidade.
Desde o senhor Presidente da República que quer medidas coercivas dirigidas a quem não limpa as matas, até quem defenda que se ordene a floresta, evitando o eucalipto e plantando plantas folhosas, ou quando muito, intercalar as duas plantações.
Os factores que conduzem a esta situação são complexos e não há medidas que por si só, ou mesmo conjugadas, possam resolver o problema rapidamente.
De facto, trata-se de um problema de tempo.
Quanto ao tempo cronológico, ele deverá ser contido num prazo médio, com mudanças profundas na estrutura fundiária das zonas de floresta, promovendo o emparcelamento e, se necessário for, com a alteração do conceito de propriedade, reforçando-o mais, ao ponto de não ser permitido a ninguém entrar em propriedade alheia, sem estar devidamente autorizado.
Por cá, antigamente, quando alguém não queria ver uma terra sua devassada, “entregava-a” à G.N.R. e era afixado na propriedade um cartaz que dizia:
“ Entregue ao cuidado da Guarda Nacional Republicana”.
E o medo encarregava-se de guardar a vinha…
Porque não generalizar o conceito, através de leis que efectivamente sejam para cumprir?
Isto é o que se passa, por exemplo, na vizinha Espanha.
Quanto ao tempo meteorológico, o mal está em circunstâncias excepcionais, agravadas por uma seca prolongada, que deveriam ter sido objecto de uma prevenção especial, que não foi feita.
Os políticos decretaram a época de incêndios, quando deveriam ter previsto que este ano, dado os antecedentes da falta de chuva, haveria problemas sérios, pelo que todas instituições e as populações, deveriam estar mobilizadas para a possibilidade de existir uma situação grave.
A agenda política preferiu os medicamentos e as férias judiciais…
O problema dos fogos passa, é certo, pela limpeza das matas; mas como fazê-lo nas aldeias em que só existe população idosa e onde muitos dos proprietários estão longe e não fazem da exploração da mata a sua vida?
E os terrenos que nem mata têm? Quem os limpa?
Haveria uma solução que passaria por conseguir valor económico para os produtos resultantes da limpeza, ou seja, criando uma rede eficaz para a recolha e sua transformação em bio massa, capaz de produzir energia.
Deveria ser criada uma rede de aterros, municipais ou intermunicipais, para esse efeito.
O transporte seria efectuado por uma frota de carros apropriados ou pelos próprios meios dos particulares (tractores).
A essa solução teria que ser acrescentada a acção de equipas profissionais de intervenção rápida que não deixassem o fogo evoluir, matando-o no início.
Essas equipas seriam patrulhas móveis e não bombeiros estáticos em quartéis, devendo ser já colocadas nas zonas problemáticas.
Com o auxílio de vigias e do GPS, seria fácil estar relativamente próximo dos incêndios em início de ignição.
Quanto ao ordenamento do território há muito a fazer, devendo admitir-se, a médio prazo, a concentração urbana, com todas as vantagens logísticas que tal facto acarretaria.
Os urbanistas que se pronunciem, apontado soluções…
E que o tempo e a mudança de mentalidades o proporcionem!
São ideias que ficam, a somar a tantas outras e, entretanto, a floresta vai ardendo e o negócio das madeiras e dos incêndios, com tudo o que os envolve, vai florescendo,
E eles falam, falam…
Uma imensa mancha verde transformada em carvão e em tons de castanho!
Casas quase comidas pelas chamas, quintais e quintais onde ficou enterrada toda a esperança!
E vêm os entendidos, cada um à sua maneira, defendendo por vezes interesses inconfessados, propor soluções quantas vezes estapafúrdias e desenquadradas da realidade.
Desde o senhor Presidente da República que quer medidas coercivas dirigidas a quem não limpa as matas, até quem defenda que se ordene a floresta, evitando o eucalipto e plantando plantas folhosas, ou quando muito, intercalar as duas plantações.
Os factores que conduzem a esta situação são complexos e não há medidas que por si só, ou mesmo conjugadas, possam resolver o problema rapidamente.
De facto, trata-se de um problema de tempo.
Quanto ao tempo cronológico, ele deverá ser contido num prazo médio, com mudanças profundas na estrutura fundiária das zonas de floresta, promovendo o emparcelamento e, se necessário for, com a alteração do conceito de propriedade, reforçando-o mais, ao ponto de não ser permitido a ninguém entrar em propriedade alheia, sem estar devidamente autorizado.
Por cá, antigamente, quando alguém não queria ver uma terra sua devassada, “entregava-a” à G.N.R. e era afixado na propriedade um cartaz que dizia:
“ Entregue ao cuidado da Guarda Nacional Republicana”.
E o medo encarregava-se de guardar a vinha…
Porque não generalizar o conceito, através de leis que efectivamente sejam para cumprir?
Isto é o que se passa, por exemplo, na vizinha Espanha.
Quanto ao tempo meteorológico, o mal está em circunstâncias excepcionais, agravadas por uma seca prolongada, que deveriam ter sido objecto de uma prevenção especial, que não foi feita.
Os políticos decretaram a época de incêndios, quando deveriam ter previsto que este ano, dado os antecedentes da falta de chuva, haveria problemas sérios, pelo que todas instituições e as populações, deveriam estar mobilizadas para a possibilidade de existir uma situação grave.
A agenda política preferiu os medicamentos e as férias judiciais…
O problema dos fogos passa, é certo, pela limpeza das matas; mas como fazê-lo nas aldeias em que só existe população idosa e onde muitos dos proprietários estão longe e não fazem da exploração da mata a sua vida?
E os terrenos que nem mata têm? Quem os limpa?
Haveria uma solução que passaria por conseguir valor económico para os produtos resultantes da limpeza, ou seja, criando uma rede eficaz para a recolha e sua transformação em bio massa, capaz de produzir energia.
Deveria ser criada uma rede de aterros, municipais ou intermunicipais, para esse efeito.
O transporte seria efectuado por uma frota de carros apropriados ou pelos próprios meios dos particulares (tractores).
A essa solução teria que ser acrescentada a acção de equipas profissionais de intervenção rápida que não deixassem o fogo evoluir, matando-o no início.
Essas equipas seriam patrulhas móveis e não bombeiros estáticos em quartéis, devendo ser já colocadas nas zonas problemáticas.
Com o auxílio de vigias e do GPS, seria fácil estar relativamente próximo dos incêndios em início de ignição.
Quanto ao ordenamento do território há muito a fazer, devendo admitir-se, a médio prazo, a concentração urbana, com todas as vantagens logísticas que tal facto acarretaria.
Os urbanistas que se pronunciem, apontado soluções…
E que o tempo e a mudança de mentalidades o proporcionem!
São ideias que ficam, a somar a tantas outras e, entretanto, a floresta vai ardendo e o negócio das madeiras e dos incêndios, com tudo o que os envolve, vai florescendo,
E eles falam, falam…
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