As Instituições de Alvaiázere (1926)
Já atrás referi, a existência de instituições que estavam em pleno desenvolvimento e tinham todo o apoio do Jornal.
Para concretizar, tratava-se da filarmónica, Sociedade Musical Alvaiazerense, do Grémio Alvaiazerense e do Hospital.
Quanto à primeira, ela aparece sempre representada em todas as cerimónias ocorridas na terra, nomeadamente nos funerais das pessoas importantes.
Tinham anteriormente existido duas bandas que, por motivos diversos, acabaram por desaparecer.
Em inícios de 1923, houve uma reunião dos rapazes de Alvaiázere no Grémio, e acertou-se fazer uma nova banda.
No dia 24 de Julho de 1923, esta iniciou a sua actividade.
Era acarinhada por todos e especialmente pelos emigrantes regressados que, tendo posses, lhe davam suporte económico.
Foi o que aconteceu com conterrâneos como António José Ferreira, especialmente com este, Cesário Neves, Acácio José Ferreira e Francisco Pinheiro. De todos é dada nota de muito terem ajudado a filarmónica, nomeadamente oferecendo a nova Bandeira em 1926, que foi benzida em Dezembro, na Igreja Matriz.
Quanto ao Grémio Alvaiazerense, tinha a sua sede no antigo teatro e era o centro de todas as actividades culturais, recebia “troupes” de artistas que se deslocavam em “tourné” à província, além de actuarem nele artistas locais.
O movimento regionalista em desenvolvimento, suportado pelos muito jovens fundadores do Jornal (não esqueçamos que, qualquer deles, tinha menos de 20 anos), necessitava de um suporte físico, onde as pessoas pudessem reunir-se para trocar pontos de vista, no sentido de desenvolverem a Terra.
O Grémio tinha sido fundado em 13 de Novembro de 1886 e existia um terreno adjacente do lado poente do teatro.
Por esta altura, com projecto do Eng. Francisco Magno Adrião Lagoa, estava a começar a ser construído o edifício que ainda hoje é o, infelizmente abandonado, Clube.
É exactamente sobre o uso desse edifício, que o jovem director e fundador Manuel Ribeiro Ferreira, vem defender que, para além da parte lúdica esperada da actividade do Grémio, deveria existir o “Club de Alvaiázere”, numa perspectiva de ser um local de reunião, onde se pudesse discutir, desenvolvendo-a, a ideia regionalista.
Mais tarde, em Fevereiro de 1928, já então ilustre advogado, fez parte de uma comissão, composta também pelo seu irmão Dr. António Ribeiro Ferreira e Cesário Neves, que redigiu os Estatutos da nova associação que, nesta fase, continuou a chamar-se Grémio Literário e Recreativo Alvaiazerense.
A outra instituição que estava em pleno desenvolvimento, era o Hospital Comemorativo de Alvaiázere.
Desde o lançamento da primeira pedra, que esteve à frente das diversas comissões administrativas, o Senhor António Henriques Ferreira.
Num relato da época, era constituído por duas amplas enfermarias, sala de visitas, um “gabinete de operações”, um gabinete para médicos e três quartos particulares.
A enfermaria das mulheres, foi equipada graças a um importante donativo da Senhora D. Virgínia Mendes Peres, de Ferreira do Zêzere, mas grande proprietária em Cabaços e Joaquim António da Silveira, falecido em Lisboa, deixou em testamento ao Hospital de Alvaiázere, a quantia de dez contos de réis e todas as propriedades que possuía no concelho.
Em apontamentos futuros, iremos acompanhar a evolução destas instituições, sendo certo estarmos no início de uma Ditadura Militar que, com a sua acção, acabou por atravessar todas as actividades da sociedade civil.
Para concretizar, tratava-se da filarmónica, Sociedade Musical Alvaiazerense, do Grémio Alvaiazerense e do Hospital.
Quanto à primeira, ela aparece sempre representada em todas as cerimónias ocorridas na terra, nomeadamente nos funerais das pessoas importantes.
Tinham anteriormente existido duas bandas que, por motivos diversos, acabaram por desaparecer.
Em inícios de 1923, houve uma reunião dos rapazes de Alvaiázere no Grémio, e acertou-se fazer uma nova banda.
No dia 24 de Julho de 1923, esta iniciou a sua actividade.
Era acarinhada por todos e especialmente pelos emigrantes regressados que, tendo posses, lhe davam suporte económico.
Foi o que aconteceu com conterrâneos como António José Ferreira, especialmente com este, Cesário Neves, Acácio José Ferreira e Francisco Pinheiro. De todos é dada nota de muito terem ajudado a filarmónica, nomeadamente oferecendo a nova Bandeira em 1926, que foi benzida em Dezembro, na Igreja Matriz.
Quanto ao Grémio Alvaiazerense, tinha a sua sede no antigo teatro e era o centro de todas as actividades culturais, recebia “troupes” de artistas que se deslocavam em “tourné” à província, além de actuarem nele artistas locais.
O movimento regionalista em desenvolvimento, suportado pelos muito jovens fundadores do Jornal (não esqueçamos que, qualquer deles, tinha menos de 20 anos), necessitava de um suporte físico, onde as pessoas pudessem reunir-se para trocar pontos de vista, no sentido de desenvolverem a Terra.
O Grémio tinha sido fundado em 13 de Novembro de 1886 e existia um terreno adjacente do lado poente do teatro.
Por esta altura, com projecto do Eng. Francisco Magno Adrião Lagoa, estava a começar a ser construído o edifício que ainda hoje é o, infelizmente abandonado, Clube.
É exactamente sobre o uso desse edifício, que o jovem director e fundador Manuel Ribeiro Ferreira, vem defender que, para além da parte lúdica esperada da actividade do Grémio, deveria existir o “Club de Alvaiázere”, numa perspectiva de ser um local de reunião, onde se pudesse discutir, desenvolvendo-a, a ideia regionalista.
Mais tarde, em Fevereiro de 1928, já então ilustre advogado, fez parte de uma comissão, composta também pelo seu irmão Dr. António Ribeiro Ferreira e Cesário Neves, que redigiu os Estatutos da nova associação que, nesta fase, continuou a chamar-se Grémio Literário e Recreativo Alvaiazerense.
A outra instituição que estava em pleno desenvolvimento, era o Hospital Comemorativo de Alvaiázere.
Desde o lançamento da primeira pedra, que esteve à frente das diversas comissões administrativas, o Senhor António Henriques Ferreira.
Num relato da época, era constituído por duas amplas enfermarias, sala de visitas, um “gabinete de operações”, um gabinete para médicos e três quartos particulares.
A enfermaria das mulheres, foi equipada graças a um importante donativo da Senhora D. Virgínia Mendes Peres, de Ferreira do Zêzere, mas grande proprietária em Cabaços e Joaquim António da Silveira, falecido em Lisboa, deixou em testamento ao Hospital de Alvaiázere, a quantia de dez contos de réis e todas as propriedades que possuía no concelho.
Em apontamentos futuros, iremos acompanhar a evolução destas instituições, sendo certo estarmos no início de uma Ditadura Militar que, com a sua acção, acabou por atravessar todas as actividades da sociedade civil.
