31.7.05

Alvaiázere de outros tempos...(5)

As Instituições de Alvaiázere (1926)
Já atrás referi, a existência de instituições que estavam em pleno desenvolvimento e tinham todo o apoio do Jornal.
Para concretizar, tratava-se da filarmónica, Sociedade Musical Alvaiazerense, do Grémio Alvaiazerense e do Hospital.

Quanto à primeira, ela aparece sempre representada em todas as cerimónias ocorridas na terra, nomeadamente nos funerais das pessoas importantes.

Tinham anteriormente existido duas bandas que, por motivos diversos, acabaram por desaparecer.
Em inícios de 1923, houve uma reunião dos rapazes de Alvaiázere no Grémio, e acertou-se fazer uma nova banda.
No dia 24 de Julho de 1923, esta iniciou a sua actividade.

Era acarinhada por todos e especialmente pelos emigrantes regressados que, tendo posses, lhe davam suporte económico.
Foi o que aconteceu com conterrâneos como António José Ferreira, especialmente com este, Cesário Neves, Acácio José Ferreira e Francisco Pinheiro. De todos é dada nota de muito terem ajudado a filarmónica, nomeadamente oferecendo a nova Bandeira em 1926, que foi benzida em Dezembro, na Igreja Matriz.

Quanto ao Grémio Alvaiazerense, tinha a sua sede no antigo teatro e era o centro de todas as actividades culturais, recebia “troupes” de artistas que se deslocavam em “tourné” à província, além de actuarem nele artistas locais.

O movimento regionalista em desenvolvimento, suportado pelos muito jovens fundadores do Jornal (não esqueçamos que, qualquer deles, tinha menos de 20 anos), necessitava de um suporte físico, onde as pessoas pudessem reunir-se para trocar pontos de vista, no sentido de desenvolverem a Terra.

O Grémio tinha sido fundado em 13 de Novembro de 1886 e existia um terreno adjacente do lado poente do teatro.
Por esta altura, com projecto do Eng. Francisco Magno Adrião Lagoa, estava a começar a ser construído o edifício que ainda hoje é o, infelizmente abandonado, Clube.

É exactamente sobre o uso desse edifício, que o jovem director e fundador Manuel Ribeiro Ferreira, vem defender que, para além da parte lúdica esperada da actividade do Grémio, deveria existir o “Club de Alvaiázere”, numa perspectiva de ser um local de reunião, onde se pudesse discutir, desenvolvendo-a, a ideia regionalista.

Mais tarde, em Fevereiro de 1928, já então ilustre advogado, fez parte de uma comissão, composta também pelo seu irmão Dr. António Ribeiro Ferreira e Cesário Neves, que redigiu os Estatutos da nova associação que, nesta fase, continuou a chamar-se Grémio Literário e Recreativo Alvaiazerense.

A outra instituição que estava em pleno desenvolvimento, era o Hospital Comemorativo de Alvaiázere.
Desde o lançamento da primeira pedra, que esteve à frente das diversas comissões administrativas, o Senhor António Henriques Ferreira.
Num relato da época, era constituído por duas amplas enfermarias, sala de visitas, um “gabinete de operações”, um gabinete para médicos e três quartos particulares.

A enfermaria das mulheres, foi equipada graças a um importante donativo da Senhora D. Virgínia Mendes Peres, de Ferreira do Zêzere, mas grande proprietária em Cabaços e Joaquim António da Silveira, falecido em Lisboa, deixou em testamento ao Hospital de Alvaiázere, a quantia de dez contos de réis e todas as propriedades que possuía no concelho.

Em apontamentos futuros, iremos acompanhar a evolução destas instituições, sendo certo estarmos no início de uma Ditadura Militar que, com a sua acção, acabou por atravessar todas as actividades da sociedade civil.

Alvaiázere de outros tempos...(4)

A gestão camarária logo após o 28 de Maio

Já atrás foi referido que o Sr. José Rafael de Freitas, foi nomeado Administrador do Concelho após a Revolução.
Pelo que afirmou em carta que dirigiu ao Jornal, em 17/07/26, a menos de um mês após a Revolução, sempre tinha sido um homem que lidou com a política com algum cuidado, dizendo mesmo que não era político, e “que só uma vez (felizmente) se tinha deixado envolver pelas malhas da política”.
Concluía que não tinha cor política; que acompanharia todos aqueles “ quer sejam azuis, encarnados amarelos ou pretos que manifestando boas intenções e honestidade pretendam realizar uma obra de verdadeiro saneamento, moralizando a desmoralizada aplicação dos dinheiros públicos...”; e que se amanhã se convencer que o Governo não realiza a obra patriótica que se propõe realizar, abandonaria imediatamente o lugar, descrente de tudo e de todos. Veio, efectivamente, a abandonar as funções logo em Novembro, alegando sair convencido que “ infelizmente, os bem intencionados, pouco ou nada podem fazer de útil, neste país onde a política é a principal preocupação dos homens”.

È neste contexto e com este Administrador, que é nomeada, por essa altura, a Comissão Administrativa do Município de Alvaiázere, composta pelos Senhores Eng.º Francisco Magno Adrião Lagoa, Acácio Virgílio de Sousa Manso e Joaquim Francisco Mendes Henriques

Sobre a nomeação desta Comissão, vem o Jornal, também em 17/07, insurgir-se violentamente, afirmando que, com esta nomeação e a demora que existiu para que a mesma ocorresse, a montanha tinha parido um rato...
E depois de muitas outras considerações desfavoráveis, concluem os editorialistas, que ”A Comissão Administrativa Municipal não merece, por enquanto, a desejada e preciosa confiança; não corresponde verdadeiramente aos interesses do concelho no actual momento!”
No Editorial de 15/08, sob o título A NOVA COMISSÃO ADMNISTRATIVA ou UMA INOFENSIVA FANTASIA, ainda mais cáustico, vem afirmar que a Comissão imposta pelos poderes, mesmo, perante a indiferença da opinião pública, era uma comissão pro-forma, sem planos definidos, sem normas de acção assentes, sem directivas previamente estudadas.
Afirmando ser excessivo atacar um organismo já moribundo, inexistente mesmo, face a uma lógica rudimentar, concluía que “ A nova Comissão Administrativa do Município de Alvaiázere, é um mitho singular , merece-nos, por enquanto, o juízo de uma fantasia inofensiva!”.

Continuava o debate sobre as estradas do concelho e especialmente da ligação com o Litoral, a Pombal, passando por Ansião.

Anunciavam-se os festejos na Vila para os dias 25 e 26 de Setembro, organizados por uma Comissão constituída por José Rodrigues Couto, Manuel Simões Cardo, José Alves dos Santos, José Marques dos Santos Júnior, Afonso Rodrigues Balas, entre outros.

A coluna social “Coluna Elegante” dava conta que esteve em Entre-os-Rios, no seu magnífico automóvel, o senhor José Barata Ribeiro de Oliveira e Silva; que tinha regressado de Lourdes ( França) a Senhora D. Virgínia Mendes Peres; que regressaram da Curia os Senhores Cassiano José Ferreira, António Bastos Ferreira e Alípio José Ferreira; que regressaram de Entre-os-Rios o Sr. Ribeiro de Carvalho e Carlos Nunes Ferreira; que, acompanhado de sua esposa, partiu para Melgaço o prezado assinante e conterrâneo ilustre, Sr. Policarpo Marques Rosa.

O Jornal transcrevia do jornal REVOLUÇÃO NACIONAL, órgão do Movimento do 28 de Maio, o seguinte texto:
“Não há outros homens? Vá busca-os o General onde eles estiverem, monárquicos ou republicanos, desde que sejam competentes e dêem suficientes garantias de fidelidade à presente situação.”


29.7.05

Alvaiázere de outros tempos...(3)

A Sociedade de Alvaiázere - 20/05/1926
Provavelmente, na data acima assinalada, sucedeu um enorme fenómeno de não inscrição colectiva, no dizer do pensador contemporâneo José Gil.
Tinha falecido, na véspera, em Lisboa, o Senhor António José Ferreira, ocorrendo o seu funeral em Alvaiázere, debaixo de um enorme pesar, já que este ilustre e dedicado Alvaiazerense, gozava, nesta terra e não só, de enorme prestígio, respeito e admiração.
Era pai dos fundadores de “O Alvaiazerense”, que infelizmente deixou, sem que os visse completar os cursos de direito que brilhantemente frequentavam.
Tinha sido comerciante em Angola e cedo, porque o trabalho e a fortuna o bafejou, regressou à sua terra, construindo a sua bela casa no Casal Novo, comprando terrenos para se dedicar à agricultura, ao mesmo tempo que era sócio, em Lisboa, da firma Cordeiro, Santos & Ferreira, Lda.
Tinha 41 anos quando a morte o levou.
Mesmo que o luto fosse passageiro como quase sempre o é, com excepção, evidentemente, para os mais próximos, o funeral constituiu a ocasião para reunir toda a sociedade alvaiazerense, de uma forma perfeitamente transversal e esmagadora.
No fim de contas, António José Ferreira, como seus irmãos, também já bem colocados na vida, eram oriundos de uma família humilde do Pé da Serra.
O seu fino trato e as suas qualidades pessoais, granjearam-lhe muitos amigos.
Pela lista que a seguir se publica, e que é o extracto de uma reportagem do funeral, pode ver-se quem eram as figuras mais conhecidas do Concelho.

Destacam-se algumas da longa lista publicada no jornal:
António Henriques Ferreira, Victorino de Melo e Castro Ribeiro, Dr. António Lopes Garcês, Bernardino Gomes, Luis Cordeiro, Raúl Codeiro, Eng. Alfredo Rego Barata, José Rafael de Azevedo e Freitas, Ribeiro de Carvalho, Acácio S. C. Frazão,José Barata Ribeiro d’Oliveira e Silva, António Joaquim Nogueira, Augusto Teixeira da Cunha, representantes do senhor José Estevam da Camara Faria Serpa de Oliveira e da Casa Simões, Viriato de Castro Rosa, Mário de Castro Rosa, António Nunes, Serafim Ferreira de Morais, António Álvaro Nunes Sério, José Francisco Mendes Henriques, Juvêncio Augusto da Silveira e Castro, Alberto Baptista, Eduardo de lonet Delgado, Manuel Abreu, Abílio de Almeida, José Maria Castelão, Benjamim Mota Sobrinho, João Dias dos Santos e Silva, Francisco dos Santos Parreirão, Joaquim Gomes dos Santos, João Câncio Ribeiro, Bernardino Câncio Ribeiro, José Rodrigues Couto, Saúl Adrião Lagoa, Manuel Simões Cardo, José Pedro Ferreira, Henrique Duarte Serra, etc., etc..

Estávamos a oito dias da Revolução do 28 de Maio.

Era Administrador do Concelho o Sr. Ribeiro de Carvalho e Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal o Sr. António Henriques Ferreira, cunhado do defunto, também natural do Pé da Serra, e que igualmente fez fortuna em África.

O Conselho Superior da Causa Monárquica, o mais alto organismo da Causa Monárquica, (“em que o ilustre extinto sempre dedicadamente militou”) fez-se representar pelo Dr. Mário de Aguiar.

Era esta a base da sociedade civil de Alvaiázere e para a frente veremos, como a mesma foi evoluindo, face aos novos tempos que se avizinhavam...

26.7.05

Alvaiázere de outros tempos...(2)

Somos regionalistas!
Referia no último apontamento, os jovens fundadores do Jornal “ O Alvaiazerense”. Quando digo que são fundadores, não é que se ignore que em 1861 existiu um título com o mesmo nome. Digo que são fundadores pelo estilo, pela qualidade e, principalmente, pela proposta vincada da defesa dos interesses do Concelho de Alvaiázere.

Para que nos localizemos, voltando aos fundadores, ainda que os mesmos assumam serem de extrema direita, no arco-íris político da altura, fazem eles um pungente apelo à união de todos ( azuis e brancos ou vermelho rubros), em torno da defesa dos interesses do Concelho de Alvaiázere, esquecendo tudo o que os dividia. ( Editorial dos n.ºs 3 e 4)

Para prosseguir esses objectivos, propõem-se mesmo os jovens fundadores, ao rompimento com os partidos, prosseguindo a sua acção com “os movimentos livres e soltos”, para melhor alcançarem aquele desiderato.
Defendiam que os partidos só serviam para tolher a acção dos seus conterrâneos, que têm valor próprio suficiente para ajudar a desenvolver a sua terra.
Por outro lado e como não estavam dispostos a brincar, nesse n.º 4, num pequeno artigo intitulado “ A Direcção”, estabeleceram um mini estatuto editorial, ficando nele claramente consignado que os artigos de fundo seriam da autoria dos Directores, “ pela necessidade de ( os mesmos) bem vincaremos pontos de vista que os orientam e cuja defesa veem realizando”. (O jornal que foi editado na 2ª quinzena de Agosto, já foi “ Visado pela Comissão de Censura”!)

Estávamos em 4 de Julho de 1926.
Era já o período da Ditadura.
Noticiava-se que ocupou o alto cargo de Administrador do Concelho o Senhor José Rafael Azevedo e Freitas, grande proprietário residente na Quinta do Gorgolão.
Falava-se então do sonho da estrada de ligação entre Ansião, Alvaiázere, Pussos, S. Pedro do Rego da Murta, passando pelas Cavadas e Almoster.
Foi oferecida uma bandeira à Filarmónica pelos Senhores Acácio José Ferreira, Cesário Neves e Francisco Pinheiro.
O Clube de Alvaiázere, extensão do Grémio Alvaiazerense, estava a ser construído.

Alvaiázere de outros tempos...(1)

Iniciamos aqui uma série de apontamentos que, para além de constuírem informação que não estará acessível a todos, poderá ser um contributo para melhor se compreender muitas das situações com que hoje nos deparamos.
Vacilei na escolha do título que vai servir de fundo, mas penso que seja adequado, na medida em que, embora vá abordar o periodo que se inicia em 1926, abarcando a instauração e desenvolvimento do Estado Novo, servirá, mesmo passados cerca de 80 anos, para perceber o que era o Concelho de Alvaiázere e a forma como evoluiu nas suas diversas vertentes.
A fonte da Informação é, basicamente, o jornal " O Alvaiazerense", que começou a ser editado a partir de 17 de Maio de 1926, dias antes da Revolução do 28 de Maio, encabeçada pelo General Gomes da Costa.
A iniciativa da sua publicação, ficou a dever-se aos jovens quartanista e quintanista de Direito, na Faculdade de Direito de Lisboa, respectivamente Manuel Ribeiro Ferreira e António Ribeiro Ferreira.
Sendo um jornal com muita qualidade para um jornal regional, transformou-se, na sua proclamada independência e defesa dos interesses do Concelho, num verdadeiro motor para o seu desenvolvimento, lançando-se nas lutas que, à época foi necessário travar.
A nível das instituções do Concelho, nessa altura só existia a Filarmónica e tinha transitado do século anterior o Clube, a necessitar de reformulação.
A rua principal da vila era lamacenta. A iluminação pública de candeeeiros a petróleo, funcionava de quando em vez.
O Hospital, era a obra mais recente, mas ainda incompleta.
A Ditadura começou a dar os seus primeiros passos, o que inevitavelmente teve grandes reflexos no Concelho.
Foi nomeada uma Comissão Administrativa para a Câmara Municipal.
De tudo isso nos iremos ocupar nos próximos apontamentos.

15.7.05

NÃO HÁ ÁGUA EM ALVAIÁZERE!

1958
Em plena campanha eleitoral para as eleições presidenciais, em que concorriam Américo Tomás, Humberto Delgado e Arlindo Vicente, a secção de Alvaiázere daUnião Nacional , tomou a iniciativa de organizar uma sessão de "esclarecimento" no salão do "Clube" (Assembleia de Alvaiázere).
Na Mesa estavam o Dr. Campeão de Freitas, o Prof. José Maria Castelão e Manuel Simões Cardo.
Assistiam as pessoas da "sociedade" da terra e a sessão estava animada, até porque era preciso eleger Américo Tomás, o candidato da União Nacional.
Prometia-se progresso para o Concelho. Assegurava-se que, com a eleição do candidato, Portugal iria mudar.
E no meio dos discursos inflamados de patriotismo, interrompidos por " muito bem", uma voz veio da plateia que disse:
-" Os senhores, lá falar bem, falam . Vai haver progresso e tudo, mas NÃO HÁ ÁGUA EM ALVAIAZERE!"
A assistência irrompeu numa enorme salva de palmas, e a sessão de esclarecimeto terminava ali.
Tinha falado o saudoso Dr. Acúrcio Lopes

14.7.05

A CASA SIMÕES

Em jeito de desfio, propõe-se aos estudiosos da Vila de Alvaiázere que se interroguem sobre a existência desta casa agricola, sua ascenção e queda.
É que muita da envolução do urbanismo da vila, a ela está ligada.
Pergunte-se aos velhos o que era a Casa Simões, no primeiro quartel do século passado.
Possivelmente muitos ficarão surpreendidos, melhor compreendendo a evolução da propriedade na vila.
Esse conhecimento, devia ser matéria obrigatória para os nossos planeadores urbanísticos.

13.7.05

Merece Mais!

No passado dia 8 de Julho, o PPD/PSD do Concelho de Alvaiázere, organizou uma dupla festa, que pretendeu homenagear o actual Presidente da Câmara Municipal, Dr. Álvaro Pinto Simões e, simultaneamente, apresentar a lista de candidatos à Câmara Municipal.
Em primeiro lugar, a apresentação destes últimos, de quem pessoalmente nada há a dizer, utilizou um estilo demasiado centrado em personalidades, esquecendo que as forças locais, partidárias ou não, são muito mais do que meia dúzia de candidatos.
Não esquecer que os membros da Assembleia Munucipal cada vez terão mais poderes e , por essa lógica, todos deveriam ser apresentados, para que o Povo soubesse, verdadeiramente, em quem vota, votando no PPD/PSD.
E por que não também o mesmo princípio ser aplicado às Juntas de Freguesia?
Em segundo lugar, toda a OBRA desenvolvida pelo Dr. Pinto Simões, a bem do seu Concelho , que tanto ama, deveria e deve merecer o reconhecimento de todos os alvaiazerenses e, portanto, mesmo daqueles que não se revêem em qual quer organização partidária.
Daí que, valham todas as boas intenções, a homenagem que foi prestada, pecou por ter que seguir a genda política de um partido, deixando para trás muita gente que certamente também a desejava prestar.
Eu por mim agradeço ao GRANDE ALVAIAZERENSE ÁLVARO PINTO SIMÕES A FORMA COMO AMA A NOSSA TERRA E TODO O SEU ESFORÇO E DEDICAÇÃO QUE SEMPRE LHE CONSAGROU!

7.7.05

CAIXA DE RECORDAÇÕES...


O TEATRO PRIVATIVO DA ASSEMBLEIA DE ALVAIÁZERE
( o velho teatro no centro vila)
1942
Em plena II Grande Guerra Mundial, Alvaiázere espreguiçava-se no neutralismo português.
Juntava-se a sociedade de então para, com humor, espairecer a fome e a misária que a guerra trazia.
O original foi do Dr.José Bebiano C. Henriques da Silva, com versos de Dr. António José P. da Silveira e Castro e de Mário de Castro Rosa.
Estreou em Outubro de 1942. Era a "REVISTA BOTA ABAIXO"!

4.7.05

EXPRESSÕES...

"alvaiazeres"
No dialecto de Minde, "mindeleco", existe esta curiosa expressão.
Provavelmente porque as serras se avistam uma à outra, em tempos antigos, os povos que nelas habitavam, tinham contactos que se convertiam em trocas comerciais.
Ambos, por via das características dos respectivos terrenos, se dedicavam à pastorícia.
Essas trocas, especialmente a lã, incidiriam naturalmente nos animais que criavam.
Com manha, ou habilidade especial, os nossos conterrâneos conseguiam enganar os de Minde.
Estes, de tanto se sentirem enganados, incluíram no seu vocabulário o termo adequado para o vigarista, ou seja...
"alvaiazere"