Da sua Associação Fundadora, à Misericórdia
Foi em 1898 que um grupo de alvaiazerenses se reuniu à volta da ideia de criar um hospital em Alvaiázere.
Grupo heterogéneo, dele faziam parte, tanto figuras importantes da monarquia, como sejam o Dr. José Maria Lopes da Silveira e Castro, responsável pela restauração do Concelho e o Visconde de S. Pedro do Rego da Murta, como também republicanos activistas de que é exemplo Policarpo Marques Rosa, director do jornal “O Combate”.
Começou a ser erigido o edifício mas, por circunstâncias diversas, a construção foi interrompida, só vindo a ser retomada por volta de 1920, graças à iniciativa de António Henriques Ferreira, que fez eleger uma nova Comissão Administrativa.
Com o auxílio técnico do Eng. Francisco Lagoa, a edificação foi por diante, assim surgindo o edifício que, até há pouco tempo, antes da remodelação para o Lar de Idosos, existiu naquele local.
No dia 8 de Junho de 1928, foi inaugurado solenemente o Hospital Comemorativo de Alvaiázere, pelo Bispo de Coimbra.
Possuía duas enfermarias que receberam o nome de Stº António e de Nª Senhora de Fátima, equipadas respectivamente pela Srª D. Virgínia Peres e pela Srª D. Lucinda Graça, que tiveram direito a lápide no exterior do Hospital que, espera-se, tenham sido guardadas por quem remodelou posteriormente o edifício.
Em 17 de Setembro desse ano, realizou-se uma sessão de homenagem ao grande obreiro do hospital que foi António Henriques Ferreira, resultando dela a colocação no seu átrio de grande quadro a óleo com a sua imagem que, também, se espera, esteja convenientemente guardado ou, no mínimo, devolvido à família.
Entretanto, o jornal “O Século” iniciou uma campanha a nível nacional, no sentido de serem criadas misericórdias nas sedes dos concelhos de todo o País.
Grupo heterogéneo, dele faziam parte, tanto figuras importantes da monarquia, como sejam o Dr. José Maria Lopes da Silveira e Castro, responsável pela restauração do Concelho e o Visconde de S. Pedro do Rego da Murta, como também republicanos activistas de que é exemplo Policarpo Marques Rosa, director do jornal “O Combate”.
Começou a ser erigido o edifício mas, por circunstâncias diversas, a construção foi interrompida, só vindo a ser retomada por volta de 1920, graças à iniciativa de António Henriques Ferreira, que fez eleger uma nova Comissão Administrativa.
Com o auxílio técnico do Eng. Francisco Lagoa, a edificação foi por diante, assim surgindo o edifício que, até há pouco tempo, antes da remodelação para o Lar de Idosos, existiu naquele local.
No dia 8 de Junho de 1928, foi inaugurado solenemente o Hospital Comemorativo de Alvaiázere, pelo Bispo de Coimbra.
Possuía duas enfermarias que receberam o nome de Stº António e de Nª Senhora de Fátima, equipadas respectivamente pela Srª D. Virgínia Peres e pela Srª D. Lucinda Graça, que tiveram direito a lápide no exterior do Hospital que, espera-se, tenham sido guardadas por quem remodelou posteriormente o edifício.
Em 17 de Setembro desse ano, realizou-se uma sessão de homenagem ao grande obreiro do hospital que foi António Henriques Ferreira, resultando dela a colocação no seu átrio de grande quadro a óleo com a sua imagem que, também, se espera, esteja convenientemente guardado ou, no mínimo, devolvido à família.
Entretanto, o jornal “O Século” iniciou uma campanha a nível nacional, no sentido de serem criadas misericórdias nas sedes dos concelhos de todo o País.
Em Janeiro de 1929, no seu nº 44, “O Alvaiazerense” vem reproduzir uma entrevista dada àquele jornal pelo Dr. Manuel Ribeiro Ferreira, em que não só adere à propaganda patriótica daquele jornal, tendente à organização das misericórdias, como sublinha a existência do Hospital, capaz de satisfazer os desejos o regime da Ditadura.
O entrevistado revela então que já abordou o assunto com o Director – Geral da Assistência, Dr. Luís Machado Pinto, que manifestou toda a simpatia pela ideia.
E em sub título publicava-se que “Alvaiázere, que já tem um Hospital, vai ter também a sua Misericórdia”.
O entrevistado revela então que já abordou o assunto com o Director – Geral da Assistência, Dr. Luís Machado Pinto, que manifestou toda a simpatia pela ideia.
E em sub título publicava-se que “Alvaiázere, que já tem um Hospital, vai ter também a sua Misericórdia”.
De facto, em Março de 1929, no nº 46 de “ O Alvaiazerense”, é publicado o Projecto de Estatutos da Misericórdia de Alvaiázere, obedecendo na sua estrutura, ao Código das Misericórdias.
Diz o seu art. 1º que “ É criada na Vila de Alvaiázere, em substituição da Associação Fundadora do Hospital, que foi dissolvida nesta data, uma instituição de assistência, que se denominará MISERICÓRDIA DE ALVAIÁZERE – e que tem como fim principal socorrer os pobres residentes no concelho de Alvaiázere há mais de dois anos, impossibilitados de trabalhar temporária ou permanentemente, e manter melhor e administrar o Hospital Comemorativo, que ficará a denominar-se HOSPITAL DA MISERICÓRDIA.”.
No dia 23 de Maio de 1929 realizou-se uma assembleia dos sócios do Hospital, com a finalidade de eleger os corpos gerentes do Hospital e aprovar os estatutos da Misericórdia.
Ao contrário do que por vezes se ouve por aí, a Misericórdia de Alvaiázere, nasceu aqui e não de outros movimentos pios, porventura anteriormente existentes.
A Misericórdia, na sua forma jurídica, bastante acrescida patrimonialmente depois, com o testamento de José Mendes de Carvalho, nasceu aqui, e muitíssimo deve à pertinente acção e ao saber do jovem e brilhante advogado Dr. Manuel Ribeiro Ferreira
Diz o seu art. 1º que “ É criada na Vila de Alvaiázere, em substituição da Associação Fundadora do Hospital, que foi dissolvida nesta data, uma instituição de assistência, que se denominará MISERICÓRDIA DE ALVAIÁZERE – e que tem como fim principal socorrer os pobres residentes no concelho de Alvaiázere há mais de dois anos, impossibilitados de trabalhar temporária ou permanentemente, e manter melhor e administrar o Hospital Comemorativo, que ficará a denominar-se HOSPITAL DA MISERICÓRDIA.”.
No dia 23 de Maio de 1929 realizou-se uma assembleia dos sócios do Hospital, com a finalidade de eleger os corpos gerentes do Hospital e aprovar os estatutos da Misericórdia.
Ao contrário do que por vezes se ouve por aí, a Misericórdia de Alvaiázere, nasceu aqui e não de outros movimentos pios, porventura anteriormente existentes.
A Misericórdia, na sua forma jurídica, bastante acrescida patrimonialmente depois, com o testamento de José Mendes de Carvalho, nasceu aqui, e muitíssimo deve à pertinente acção e ao saber do jovem e brilhante advogado Dr. Manuel Ribeiro Ferreira