Findo um ano cheio de acontecimentos políticos importantes para e definição do futuro de Portugal,tais como as eleições legislativas primeiro, e depois as eleições autárquicas, heis que nos deparamos com o acentuar de uma crise das finanças públicas, que está inexoravelmente a contaminar toda a economia.
Se é certo que essa crise tem conduzido ao cada vez maior apertar do cinto de todos os portugueses, não é menos certo que o despesismo do Estado não tem diminuído de forma significativa.
A consequência inevitável de tal facto, é traduzida pelo aumento mais ou menos encapotado dos impostos.
Ora, o cidadão comum, não pode aceitar que o dinheiro que dispende nos impostos seja malbaratado em despesas sem sentido.
E elas tanto podem traduzir-se nas grandes obras públicas, como sejam aeroportos ou linhas de alta velocidade, como em certas obras municipais.
As Administrações, quer central, regional ou local, têm de estar vinculadas a critérios de poupança que o País exige, e ainda que se possa defender que certos investimentos públicos geram emprego, funcionando como impulsionadores da economia,também é certo que, se não forem produtivos, vão mais tarde transformar-se em mais despesa, já que necessitam de manutenção, que se torna dispendiosa.
Veja-se, a título de exemplo, a construção dos estádios de futebol.
Focalizando o problema a nível local, penso que seja a altura de haver um pouco mais de cuidado no lançamento de determinadas obras, pois, mais tarde, vão tornar-se um peso para a despesa, sem que, mesmo esteticamente, se tenham obtido grandes resultados, tornado-se pesadas na sua manutenção e porventura pouco úteis.
É disto exemplo o recente arranjo efectuado nas traseiras da Igreja Matriz de Alvaiázere.
Na minha opinião, ainda que seja um trabalho de arquitectura respeitável, enquanto criação intelectual, não me parece adequado para o espaço e até muito pouco útil.
Talvez um pouco de conhecimento da história do local, por parte de quem concebeu e por parte de quem decidiu, tivesse ajudado a arranjar uma solução porventura msis económica e que resultasse melhor.
É bom não esquecer que se está a exigir, e bem, aos particulares proprietários dos prédios circundadantes do dito espaço que mantenham as fachada dos seu prédios para que não se perca o pouco que já resta do centro histórico da Vila.
E faz-se uma obra daquelas?
Não faz sentido e a ela se aplica o exemplo de como se gasta dinheiro público mal gasto.
E não se diga que teve origem em subsídos, externos ao município.
Por esse facto, não continuará a vir dos nossos impostos?
1.1.06
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