Propaganda
Pensei no título que deveria dar a este apontamento.
Encontrei esta palavra, para expressar a forma de intervenção do Jornal, num periodo em que a Espanha estava a ferro e fogo e que, internamente, se consolidava o regime e Salazar aparecia cada vez mais endeusado.
Em editoriais escritos no início de 1938, era bem patente o espírito que reinava entre os apoiantes do regime, de que o Jornal era um ruídoso arauto.
Intitulado “Ressurgimento”, editado em Fevereiro de 1938, o artigo de fundo então nele publicado, começando por fazer referência á forma elogiosa, como o representante diplomático de Inglaterra se tinha referido à obra em curso no Portugal de então, comparava o estado em que se encontrava o país dez anos antes, com o que se estava vivendo. E a diferença consistia em que Portugal tinha ganho credibilidade e respeito internacional.
Com as finanças públicas em ordem, havia paz e principalmente, havia estabilidade no governo.
Pensei no título que deveria dar a este apontamento.
Encontrei esta palavra, para expressar a forma de intervenção do Jornal, num periodo em que a Espanha estava a ferro e fogo e que, internamente, se consolidava o regime e Salazar aparecia cada vez mais endeusado.
Em editoriais escritos no início de 1938, era bem patente o espírito que reinava entre os apoiantes do regime, de que o Jornal era um ruídoso arauto.
Intitulado “Ressurgimento”, editado em Fevereiro de 1938, o artigo de fundo então nele publicado, começando por fazer referência á forma elogiosa, como o representante diplomático de Inglaterra se tinha referido à obra em curso no Portugal de então, comparava o estado em que se encontrava o país dez anos antes, com o que se estava vivendo. E a diferença consistia em que Portugal tinha ganho credibilidade e respeito internacional.
Com as finanças públicas em ordem, havia paz e principalmente, havia estabilidade no governo.
Era um verdadeiro ressurgimento.
E esse devia-se a Salazar.
E esse devia-se a Salazar.
Era pura propaganda ao regime, especialmente quando publicada num jornal regional com as caraterísticas de “O Alvaiazerense”, que servia como transmissor dos valores mais puros do nacionalismo reinante.
Por outro lado, havia que transmitir valores mais específicos, para que se criasse um homem novo, um verdadeiro filho da revolução em curso.
Por outro lado, havia que transmitir valores mais específicos, para que se criasse um homem novo, um verdadeiro filho da revolução em curso.
Neste contexto, por exemplo, o Dr. Costa Leite, então ministro do Comércio e Presidente da Junta Central da Legião Portuguesa, apontava no Jornal, esse homem como sendo o Legionário que tinha de ser um bom soldado, não só na forma como maneja as armas, mas, sobretudo, pelo seu espírito de disciplina e pela sua formação moral.
Os Serviços de Acção Social e Política da Legião Portuguesa, de que Costa Leite era Presidente, tinham como finalidade preparar moral e intelectualmente o Legionário, arrancando-lhe da alma os vícios contraidos noutros tempos.
E se era assim, seria porque a preparação militar, ainda que considerada necessária, não era suficiente, pois desejava-se que a Legião fosse uma indispensável escola há muito tempo ambicionada, para se cultivarem os verdadeiros valores morais e cívicos.
Essa educação moral, social e política, bem prenhe de valores cristãos, iria assegurar o prosseguimento firme e certo da obra prodigiosa de Salazar, no dizer do articulista.
A tudo isto associava o Jornal os artigos da “Campanha Anti-Comunista”.
Era a Revolução no seu melhor, reagindo deste modo à guerra civil que grassava aqui ao lado, em Espanha e que iria terminar meses mais tarde.
